Ontem, a selecção de rugby não conseguiu o apuramento para o mundial.
Não me regozijo com este resultado. Gosto bastante de desporto e teria sido muito bom para o país estar presente em mais uma competição internacional.
Tomaz Morais tem sido o grande responsável pelo mediatismo da selecção. A sua projecção tem sido exponencialmente superior aos resultados alcançados.
Ainda hoje fico incrédulo ao relembrar as homenagens prestadas aos guerreiros que berravam o hino (gostava de ter visto os comentários no youtube se o video fosse feito por uma selecção africana... ou apenas noutra modalidade), pelo incrível mérito de terem ficado em último lugar no mundial e de ser a única selecção que foi brindada com um "centenário" pelo 5º classificado.
Nós, nação desportiva que gozou com os russos que competiram num mundial de hóquei com patins em linha (Funchal, Europeu de 1994, brindados com 61-0 da Espanha e 45-1 de Portugal); que disfrutou alarvemente das participações dos países "amadores" como sejam a Guatemala em 1982 ou a Inglaterra por diversas vezes ("nem deviam cá estar" era o mais suave)... Prestámo-nos ao honroso papel de bombo da festa.
Sim, honroso. Porque fomos apurados para tal. Lutámos para lá chegar e deixámos outros pelo caminho.
Desde então, um toque de midas gerou investimento, patrocíníos de marcas líderes...
Por isso, caros Tomaz Morais e entourage (um xenismo francês fica sempre bem, para cativar a leitura das elites que se movimentam no mundo do rugby): deixem de fazer seminários e formações sobre liderança.
Dediquem-se ao marketing!
Sempre que vejo um outdoor CGD ou um six-pack Super Bock sem álcool, revejo-me em Malta siderado à frente de um autocarro com uma enorme publicidade da Adidas cuja "cara" era apenas e só... o concorrente ao festival da Eurovisão!
Parabéns pelo sucesso comercial da selecção nacional de rugby.
Gostava de dizer o mesmo pelo desportivo.
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