domingo, 4 de julho de 2010

Comunicados à nação (benfiquista)

Este artigo da Bola é simplesmente inacreditável! Faz a revista Mística parecer um manual de isenção.

Parece encomendado para "calar" os adeptos que se interrogam legitimamente com o investimento de 8,5M € num GR pouco conhecido e ainda menos reconhecido.

O jornal nunca foi muito discreto em relação ao SLB, mas José Manuel Delgado conseguiu mudar esta orientação histórica, passando a ser o "instrumento de propaganda oficial do Vieirismo".

A perseguição efectuada ao José Eduardo Moniz quando este ousou confrontar o regime, devia figurar nos melhores manuais de auto-defesa democrática.

Provavelmente inspirado pelas terras do rum, cujos líderes têm apelidos começados com "C".

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A gestão da braçadeira

Cristiano Ronaldo é um jogador fantástico. Ficará na história do futebol mundial e será sempre um exemplo de aproveitamento e exploração do talento com base no rigor e no trabalho.
Diz quem sabe que é um perfeccionista. Trabalha detalhes até à exaustão, quer nas bolas paradas quer no arsenal de fintas com que presenteia o comum adepto do alegado desporto-rei.
O seu mundial foi fraco. E depois?
Após uma longa época de adaptação ao clube mais exigente do mundo - onde muitos esperavam e outros desejavam que falhasse - é natural o desgaste, o cansaço e o sub-rendimento.
Mas CR é também o capitão da selecção nacional.
Um herdeiro de Coluna e Humberto, João Pinto e Figo (este um mercenário, mas bom capitão).
Esta braçadeira é um legado de Caravaggio. Foi Scolari quem o colocou nesta posição. E, já agora, de quem NOS colocou...
Porque um capitão não pode afimar publicamente "se todos jogassem como eu, Portugal seria campeão do mundo". Ou ter as atitudes que teve no fim do jogo de ontem - não querer falar ou então "perguntem ao Queiroz".
A grande questão resume-se a duas palavras: e agora?
Temos CR para muitos e bons anos. Precisamos dele, motivado e ambicioso.
A racionalidade implica a saída de Carlos Queiroz (o extremismo aconselha a irradiação por incompetência), pelo que esta será a decisão fulcral do próximo seleccionador.
A tarefa difícil, no entanto, será gerir a falta de talento existente nos potenciais seleccionáveis.

domingo, 25 de abril de 2010

A vitória do Futsal

Grande vitória do Futsal e do Benfica.

9.400 espectadores assistiram a um momento notável do desporto nacional.

Mais uma vez, sou forçado a abordar o mesmo tema: vale mais apoiar isto ou os lobinhos?

Super Bock, CGD... ACORDEM!!!

Empresas vencedoras associam-se a projectos vencedores. Mesmo que não sejam chic. Mesmo que não sejam ... como dizer... "sei lá".

Quanto ao desporto em si, sugiro visita a esta crónica da Marca - dificilmente seria mais isenta.

sábado, 10 de abril de 2010

Pseudo-Poupança

Há uns anos, um professor católico ultra-devoto e com um sentido de humor muito acima da média ensinou-me que o custo de oportunidade é medido pela "melhor coisa que deixamos de fazer para fazer o que fizemos".

Mais uma vez, passei pelas bombas de gasolina do Jumbo no Pai do Vento - Cascais.

A Gasolina sem chumbo custava 1.299. Menos 13 cêntimos que as bombas da Galp da Av. Adelino Amaro da Costa ou REPSOL da Aldeia do Juzo!!! Havia pelo menos 20 minutos de espera, pelo tamanho da fila em causa.

Dei a volta à rotunda, e abasteci na Cepsa, que tinha um preço 2 cêntimos superior ao Jumbo. O meu custo de oportunidade foi 0,60€ por uma espera de 15 minutos.

Quando saí, ainda lá estavam os mesmos carros mas reparei num pequeno detalhe - enquanto esperavam, muita gente recorreu ao telemóvel.

Ora bem, se o preço médio por minuto das comunicações móveis for de 0,20€/min... VÃO À GALP! Ou à REPSOL.

SAI-VOS MAIS BARATO!

domingo, 4 de abril de 2010

NCAA = D-Fence

Estão encontrados os finalistas da NCAA.

Apurados os "underdogs" Butler, que reencarnam o espírito Hoosier tão bem retratado no cinema e os super poderosos Duke do Coach K.

Incrivel como uma pequena universidade de 4.200 estudantes, com um treinador de 33 anos (o mais jovem a chegar a uma final desde 1940) consegue atingir o Final Four que se disputa apenas a 10 km do seu campus - em Indiana, naturalmente.

Para lá chegar, em todo o March Madness sofreram os seguintes pontos por jogo: 59 - 52 - 59 - 56 - 50. Uma média fabulosa de 55 pontos por jogo.

Já Duke, liderada pelo emblemático Mike Krzyzewski (30ª época consecutiva no comando dos Blue Devils, com 3 títulos NCAA e 11 Final Fours), sofreu 44 -53 -57 - 71 - 57, ou seja...  pouco mais de 56 pontos por jogo.

Por tudo isto, College Basketball é intensidade, defesa e espectáculo garantido dentro e fora de campo.

Talvez também por isso, para um recinto acolher o Final Four tem de ter capacidade mínima de 70.000 espectadores

domingo, 21 de março de 2010

Quem tem medo do lobo mau

Ontem, a selecção de rugby não conseguiu o apuramento para o mundial.

Não me regozijo com este resultado. Gosto bastante de desporto e teria sido muito bom para o país estar presente em mais uma competição internacional.

Tomaz Morais tem sido o grande responsável pelo mediatismo da selecção. A sua projecção tem sido exponencialmente superior aos resultados alcançados.

Ainda hoje fico incrédulo ao relembrar as homenagens prestadas aos guerreiros que berravam o hino (gostava de ter visto os comentários no youtube se o video fosse feito por uma selecção africana... ou apenas noutra modalidade), pelo incrível mérito de terem ficado em último lugar no mundial e de ser a única selecção que foi brindada com um "centenário" pelo 5º classificado.

Nós, nação desportiva que gozou com os russos que competiram num mundial de hóquei com patins em linha (Funchal, Europeu de 1994, brindados com 61-0 da Espanha e 45-1 de Portugal); que disfrutou alarvemente das participações dos países "amadores" como sejam a Guatemala em 1982 ou a Inglaterra por diversas vezes ("nem deviam cá estar" era o mais suave)... Prestámo-nos ao honroso papel de bombo da festa.

Sim, honroso. Porque fomos apurados para tal. Lutámos para lá chegar e deixámos outros pelo caminho.

Desde então, um toque de midas gerou investimento, patrocíníos de marcas líderes...

Por isso, caros Tomaz Morais e entourage (um xenismo francês fica sempre bem, para cativar a leitura das elites que se movimentam no mundo do rugby): deixem de fazer seminários e formações sobre liderança.
Dediquem-se ao marketing!

Sempre que vejo um outdoor CGD ou um six-pack Super Bock sem álcool, revejo-me em Malta siderado à frente de um autocarro com uma enorme publicidade da Adidas cuja "cara" era apenas e só... o concorrente ao festival da Eurovisão!

Parabéns pelo sucesso comercial da selecção nacional de rugby.
Gostava de dizer o mesmo pelo desportivo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Para os mais pequeninos

Hoje parece apropriado dedicar um post aos leitores do futuro

Como diria o Serafim... Dá-lhe Simão