A tentativa de assalto de ontem foi um acontecimento que deixou o país em suspenso, preso aos televisores em estado de alerta pela dramática situação que não conseguiam deixar de assistir.
Os últimos minutos foram dramáticos, encarados como um epílogo de qualquer filme de acção produzido sem grandes orçamentos.
Muitos telespectadores partilharam a dor dos sequestrados - a angústia de ter uma arma apontada à cabeça, de olhar para a panóplia de meios policiais que se instalaram defronte do banco e esperar a qualquer momento um resgate... ou a morte.
Outros, optaram pela compaixão para com os assaltantes, recorrendo ao nacional coitadismo "não devem ter nada para comer", "ao ponto a que uma pessoa chega por necessidade", etc...
Numa breve fracção de segundo (pelo menos, assim pareceu...) tudo acabou. Ficou provada uma vez mais a capacidade dos GOE, assim como alguma inexperiência dos raptores (palavra de quem percebe, que defende um mau planeamento do assalto).
As TV's transmitem em directo.
Estranhamente, não vi nenhuma bolinha encarnada no canto do ecrã. Era impossível prever quando e se o ataque iria ocorrer.
Mas, depois do salvamento consumado, o tal indicador televisivo voltou a estar ausente nas inumeras repetições que deram da acção blitz das forças policiais.
Ainda hoje se serviu o "homens abatidos a tiro" ao almoço, em todos os noticiários. Novamente sem bolinha...
Menos mal que o jornal Público corrigiu e colocou juntamente ao video "imagens podem ser consideradas chocantes".
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
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