quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Cunho Pessoal

Numa área do saber fortemente dissecada, é com particular apreço que verifico mais uma inovação made in Portugal.

A fazer fé num matutino desportivo, Sá Pinto introduziu um novo estilo de liderança no balneário de Alvalade. Fica-lhe bem, dadas as expectativas que foram colocadas na sua contratação (sobretudo pelo destaque mediático que foi dado nos últimos anos ao seu investimento em formação académica).

É do senso comum que um líder deve implementar um cunho pessoal. Ricardo Sá Pinto levou este conceito a um novo patamar - o punho pessoal!

Tal como sucedeu pelos lados do Jamor, executa uma nova ferramenta de gestão de conflito - a batatada!

Claro que ainda está por provar o que se passou. Ao contrário de quando executou a vontade de milhões de benfiquistas, não havia câmaras a registar tão eloquente momento.

Mas a ser verdade, antecipo o futuro capítulo "Gestão de Conflitos" de um eventual livro de Sá Pinto sobre liderança.

A) Bate primeiro. De preferência com força. E se possível, com assistência.
B) Se estiver hesitante, ler novamente o ponto A).

Reforço apenas que para que este livro venha a ser escrito, Sá Pinto tem de treinar uma equipa que fique em último lugar de um campeonato do mundo e que consiga transformar o único "centenário da prova" (com o 5º classificado da dita) num marco histórico da modalidade.



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Quem anda à chuva...

Jornalista da RTP ferido no Haiti.

Os sinceros votos de melhoras para quem estava no local errado à hora errada.

Infelizmente, justificou o investimento da televisão estatal.

Temos noticia!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A maldição dos clippers

O #1 do Draft da NBA não poderá jogar mais esta época por motivos de lesão. Sete jogos foram suficientes para provar a sua indiscutível qualidade.

No entanto, devia ter escutado Bill Simmons da ESPN. Foi avisado da maldição que envolve o parente pobre de Los Angeles.

Enviados especiais

As sequelas do terramoto do Haiti constituem um profundo drama humano. A perda de vidas é trágica, mas a vida de quem fica pode vir a tornar-se ainda pior. Todos os recursos são poucos para recuperar a devastação em que se encontra o país mais pobre do mundo ocidental.

Perante tal facto, pessoas e empresas, cidadãos e instituições, estados e nações devem ter uma consciência solidária.

O principal inibidor pode ser o cepticismo. "Como sei que o dinheiro que envio será aplicado? Por quem?". Respeito quem opta por não ajudar com base neste princípio. Efectivamente, o passado recente mostra-nos que têm alguma razão.

Mas o que entendo que deve ser combatido é o esbanjar de recursos. Ontem, fiquei siderado quando vi na RTP um "enviado especial" ao Haiti! Para quê? Por quê?

Este profissional que cumpre ordens, está a ocupar uma cama que seria mais útil num profissional de saúde ou de apoio social. A televisão estatal está a gastar recursos numa notícia que não é de interesse nacional. Havia 15 portugueses no Haiti, país praticamente sem ligações a Portugal. Felizmente, estão todos bem!

Se esta calamidade sucedesse num PALOP, ou em qualquer ponto do globo onde a comunidade emigrante estivesse profundamente enraizada, fazia todo o sentido ter lá a RTP. No Haiti? Por favor, parem de brincar com os €€€ dos contribuintes.

Mobilizem uma onda de apoio. Façam um programa especial, cativem o apoio de figuras públicas e enviem a totalidade dos lucros. A generosidade dos portugueses tem sido irrepreensivelmente comprovada sempre que tal é solicitado.

Mas tenham consciência. Actualmente, o espectador não precisa de ter imagens perturbadoras ao vivo do pós-catástrofe. Necessita apenas de notícias. E de ser solidário, se puder...