segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Idolo.. manía?

companhei com relativo intereste edição do programa Ídolos.

Acho o conceito interessante, apontando como factores críticos de sucesso a capacidade de triagem do júri (fundamental para identificar o trigo no meio do joio) e a selecção musical dos concorrentes ao longo das gala

Ontem, foi a meia final que reuniu os três melhores candidatos da prova.

A frase mais ouvida da parte do júri nas últimas semanas tem sido "O nível está alto". A menos, "votem no Carlos".

Nesta edição, identifico 3 momentos de excepção:

O Carlos a cantar "Eu estou aqui"



A Diana no "E depois do Adeus"




E o Filipe no "Ouvi Dizer".



Será isto suficiente para se afirmar como uma colheita qualitativamente superior?

Ao contrário do que o Moura Santos diz, considero mesmo que o júri amoleceu excessivamente nas ultimas galas (excepção feita ao mal-amado madeirense, que levou pantufada sessão atrás de sessão em que "competente" era a palavra mais utilizada). O seu papel era escolher os 15 melhores, e fê-lo bem. O público, supostamente, faria o resto.

Salvaguardar-se evitando criticar o evidente? Que ou...ver o Filipe a cantar o "... vá pró inferno" foi muito mauzito. Que a Inês teve uma prestação decente desde que começaram as galas (uma e só uma?). Que o Salvador foi um erro de casting?

Independentemente de quem ganhe, faço votos que se aproveitem os talentos que saem deste programa. E que não se endeuse quem é bom, mas dificilmente chegará a óptimo.

Mas estas "polémicas" não sucedem só neste cantinho à beira mar plantado. Não acompanhei o American Idol mas enviaram-me esta performance superlativa do 2º classificado do concurso.

Não sabia que eram admitidos aliens, porque considero humanamente impossível conseguir melhor que isto...

http://www.youtube.com/watch?v=4f3gK8cdE5I

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Cunho Pessoal

Numa área do saber fortemente dissecada, é com particular apreço que verifico mais uma inovação made in Portugal.

A fazer fé num matutino desportivo, Sá Pinto introduziu um novo estilo de liderança no balneário de Alvalade. Fica-lhe bem, dadas as expectativas que foram colocadas na sua contratação (sobretudo pelo destaque mediático que foi dado nos últimos anos ao seu investimento em formação académica).

É do senso comum que um líder deve implementar um cunho pessoal. Ricardo Sá Pinto levou este conceito a um novo patamar - o punho pessoal!

Tal como sucedeu pelos lados do Jamor, executa uma nova ferramenta de gestão de conflito - a batatada!

Claro que ainda está por provar o que se passou. Ao contrário de quando executou a vontade de milhões de benfiquistas, não havia câmaras a registar tão eloquente momento.

Mas a ser verdade, antecipo o futuro capítulo "Gestão de Conflitos" de um eventual livro de Sá Pinto sobre liderança.

A) Bate primeiro. De preferência com força. E se possível, com assistência.
B) Se estiver hesitante, ler novamente o ponto A).

Reforço apenas que para que este livro venha a ser escrito, Sá Pinto tem de treinar uma equipa que fique em último lugar de um campeonato do mundo e que consiga transformar o único "centenário da prova" (com o 5º classificado da dita) num marco histórico da modalidade.



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Quem anda à chuva...

Jornalista da RTP ferido no Haiti.

Os sinceros votos de melhoras para quem estava no local errado à hora errada.

Infelizmente, justificou o investimento da televisão estatal.

Temos noticia!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A maldição dos clippers

O #1 do Draft da NBA não poderá jogar mais esta época por motivos de lesão. Sete jogos foram suficientes para provar a sua indiscutível qualidade.

No entanto, devia ter escutado Bill Simmons da ESPN. Foi avisado da maldição que envolve o parente pobre de Los Angeles.

Enviados especiais

As sequelas do terramoto do Haiti constituem um profundo drama humano. A perda de vidas é trágica, mas a vida de quem fica pode vir a tornar-se ainda pior. Todos os recursos são poucos para recuperar a devastação em que se encontra o país mais pobre do mundo ocidental.

Perante tal facto, pessoas e empresas, cidadãos e instituições, estados e nações devem ter uma consciência solidária.

O principal inibidor pode ser o cepticismo. "Como sei que o dinheiro que envio será aplicado? Por quem?". Respeito quem opta por não ajudar com base neste princípio. Efectivamente, o passado recente mostra-nos que têm alguma razão.

Mas o que entendo que deve ser combatido é o esbanjar de recursos. Ontem, fiquei siderado quando vi na RTP um "enviado especial" ao Haiti! Para quê? Por quê?

Este profissional que cumpre ordens, está a ocupar uma cama que seria mais útil num profissional de saúde ou de apoio social. A televisão estatal está a gastar recursos numa notícia que não é de interesse nacional. Havia 15 portugueses no Haiti, país praticamente sem ligações a Portugal. Felizmente, estão todos bem!

Se esta calamidade sucedesse num PALOP, ou em qualquer ponto do globo onde a comunidade emigrante estivesse profundamente enraizada, fazia todo o sentido ter lá a RTP. No Haiti? Por favor, parem de brincar com os €€€ dos contribuintes.

Mobilizem uma onda de apoio. Façam um programa especial, cativem o apoio de figuras públicas e enviem a totalidade dos lucros. A generosidade dos portugueses tem sido irrepreensivelmente comprovada sempre que tal é solicitado.

Mas tenham consciência. Actualmente, o espectador não precisa de ter imagens perturbadoras ao vivo do pós-catástrofe. Necessita apenas de notícias. E de ser solidário, se puder...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Decisões exclusivamente desportivas

Acabei de ouvir na Rádio o presidente do Comité Olímpico Português - Vicente Moura, a defender a candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos de 2016. Tudo normal, cada qual tem direito a expressar a sua opinião, pessoal ou institucional.
Também afirma que seria lógico apoiar Espanha, por questões de proximidade, por ser um país da União Europeia, etc. Pacífico...
Até que chega o momento que me deixa incrédulo - "não são as razões políticas que orientam o COP mas sim as desportivas, por isso o nosso voto/apoio vai para o Rio de Janeiro".
Sr. Presidente, quando eu julgava que jamais seria possível uma decisão tão nefasta como estagiar em Macau para o mundial de futebol de 2002 (a distância para Tóquio é semelhante a Lisboa - Estocolmo ou Lisboa - Dakar, ou seja... está mesmo ali ao lado), eis que fico siderado ao perceber que os nossos atletas poderão conseguir resultados superiores num continente, clima e fuso horário diferentes do que a ...600 Km de casa.
Ah! Deve ser pelo idioma. Entendem melhor o tiro de partida em português que em espanhol! Poderão ter dificuldades em pedir um iogurte de morango (se calhar foi essa a causa dos resultados e casos de Pequim 2008). No Judo, vamos ser beneficiados pelos árbitros por falarmos português! Já sei... caipirinha motiva mais que sidra. Picanha 1 - Tapas 0. Ou é mais agradável e BARATO levar uma comitiva ao Rio do que a Madrid??? (foram 129 pessoas a Pequim 2008)
Por favor, deixem de chamar idiotas às pessoas. Apoiamos o Brasil porque faz parte da CPLP.
Comuniquem apenas isso. Fica melhor

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Uma questão de bolinhas

A tentativa de assalto de ontem foi um acontecimento que deixou o país em suspenso, preso aos televisores em estado de alerta pela dramática situação que não conseguiam deixar de assistir.

Os últimos minutos foram dramáticos, encarados como um epílogo de qualquer filme de acção produzido sem grandes orçamentos.

Muitos telespectadores partilharam a dor dos sequestrados - a angústia de ter uma arma apontada à cabeça, de olhar para a panóplia de meios policiais que se instalaram defronte do banco e esperar a qualquer momento um resgate... ou a morte.

Outros, optaram pela compaixão para com os assaltantes, recorrendo ao nacional coitadismo "não devem ter nada para comer", "ao ponto a que uma pessoa chega por necessidade", etc...

Numa breve fracção de segundo (pelo menos, assim pareceu...) tudo acabou. Ficou provada uma vez mais a capacidade dos GOE, assim como alguma inexperiência dos raptores (palavra de quem percebe, que defende um mau planeamento do assalto).

As TV's transmitem em directo.

Estranhamente, não vi nenhuma bolinha encarnada no canto do ecrã. Era impossível prever quando e se o ataque iria ocorrer.

Mas, depois do salvamento consumado, o tal indicador televisivo voltou a estar ausente nas inumeras repetições que deram da acção blitz das forças policiais.

Ainda hoje se serviu o "homens abatidos a tiro" ao almoço, em todos os noticiários. Novamente sem bolinha...

Menos mal que o jornal Público corrigiu e colocou juntamente ao video "imagens podem ser consideradas chocantes".